
A fraude imigratória nos EUA é uma das maiores ameaças ao processo de regularização de brasileiros que vivem nos Estados Unidos. E uma das formas mais recorrentes dessa fraude começa com uma confusão de vocabulário: a palavra “notário”. No Brasil, notário é um profissional com formação jurídica, aprovado em concurso público, com fé pública e autoridade para validar documentos legais. Nos EUA, o “notary public” é apenas uma pessoa autorizada a testemunhar assinaturas. Não tem formação em direito, não pode preencher formulários de imigração e não tem autorização para representar ninguém perante o USCIS.
Essa diferença de significado cria uma armadilha que já comprometeu milhares de processos imigratórios nos Estados Unidos. A comunidade brasileira, especialmente em regiões com grande concentração de imigrantes como Nova York, está entre as mais afetadas por esse tipo de fraude imigratória nos EUA.
A fraude de notário, conhecida nos EUA como “notario fraud”, acontece quando indivíduos sem qualificação jurídica oferecem serviços de imigração como se fossem advogados. Esses indivíduos podem se apresentar como “notary public”, “consultores de imigração”, “despachantes” ou simplesmente como pessoas que “entendem do processo”. Cobram valores elevados, preenchem formulários sem base técnica e, em muitos casos, enviam aplicações com informações incorretas, incompletas ou incompatíveis com o histórico do cliente.
Para brasileiros, a confusão é quase automática. A pessoa ouve “notário” e associa ao profissional de cartório que conhece no Brasil. A barreira do idioma e o medo de lidar com órgãos oficiais americanos tornam esses indivíduos ainda mais atraentes, porque falam português, estão na comunidade e parecem acessíveis. O problema é que acessibilidade não substitui qualificação, e o que parece ajuda pode configurar fraude imigratória nos EUA com consequências permanentes.
Notario fraud é a prática ilegal em que indivíduos sem formação jurídica se apresentam como qualificados para prestar serviços de imigração. Nos EUA, o “notary public” não tem autorização para dar orientação legal, preencher formulários de imigração ou representar imigrantes perante o USCIS. A American Bar Association e a American Immigration Lawyers Association reconhecem essa prática como uma das formas mais comuns de fraude imigratória nos EUA.
Os danos causados por um notário não se limitam à perda financeira. O impacto mais grave é no processo em si. Formulários preenchidos de forma incorreta, respostas inconsistentes com declarações anteriores, categorias de visto inadequadas para o perfil do cliente e omissões que, aos olhos do USCIS, podem configurar tentativa de fraude.
O USCIS cruza informações de forma sistemática. Uma resposta diferente no I-485 em relação ao que foi declarado em uma aplicação anterior pode gerar uma solicitação de evidências adicionais (Request for Evidence), uma negativa ou, no pior cenário, uma determinação de fraude que compromete permanentemente a possibilidade de regularização. Esse tipo de situação configura um dos resultados mais graves da fraude imigratória nos EUA.
E existe um detalhe que muita gente desconhece: independentemente de quem preencheu o formulário, a responsabilidade legal é de quem assinou. O USCIS não aceita “fui mal orientado” como justificativa. Se o seu nome está na aplicação, você responde por tudo que está declarado ali.
Existem sinais claros de que a pessoa oferecendo serviços de imigração não tem a qualificação necessária. Promessas de aprovação garantida são o primeiro alerta. Nenhum advogado idôneo garante resultado, porque a decisão é do USCIS. Outro sinal é a ausência de número de registro na ordem dos advogados (Bar Association) do estado onde atua.
Despachantes que pedem pagamento exclusivamente em dinheiro, que não fornecem cópia dos documentos enviados ou que se recusam a explicar o que estão protocolando também representam risco elevado. Qualquer pessoa que se identifique como “consultor de imigração” sem ser advogado licenciado ou representante credenciado (accredited representative) reconhecido pelo DOJ está atuando fora dos limites legais. Reconhecer esses sinais é a principal forma de prevenção contra a fraude imigratória nos EUA.
No estado de Nova York, é possível verificar se um advogado está devidamente licenciado através do site oficial do Unified Court System. A American Immigration Lawyers Association (AILA) também mantém um diretório de advogados especializados em imigração. Antes de contratar qualquer profissional, peça o número de registro na Bar Association, solicite cópias de todos os documentos enviados e nunca assine formulários em branco.
A cidade de Nova York aprovou em 2025 uma das legislações mais abrangentes dos Estados Unidos para combater a fraude imigratória. As leis Intro 205-A e Intro 980-A, aprovadas pelo City Council, dobram as penalidades civis para prestadores que cometem violações graves das normas de serviços de assistência imigratória da cidade.
A medida surgiu em resposta ao aumento expressivo de denúncias registradas pelo Department of Consumer and Worker Protection (DCWP) e pelo State Office of New Americans. Com o crescimento da comunidade imigrante em Nova York e a intensificação das políticas federais de fiscalização, os indivíduos que exploram a vulnerabilidade de imigrantes passam a enfrentar sanções mais severas.
Apesar dos avanços legislativos no combate à fraude imigratória nos EUA, a prevenção continua sendo a defesa mais eficaz. Leis punitivas atuam depois que o dano já aconteceu. A proteção real do seu processo começa na escolha de quem vai conduzí-lo.
Os riscos incluem: preenchimento incorreto de formulários, envio de informações inconsistentes ao USCIS, perda de prazos críticos, escolha de categoria de visto incompatível com o perfil do solicitante e determinação de fraude que pode resultar em inadmissibilidade permanente. A responsabilidade legal recai sobre quem assina o formulário, mesmo que o preenchimento tenha sido feito por terceiros sem qualificação.
Se você descobriu que alguém sem qualificação preencheu ou protocolou formulários em seu nome, o primeiro passo é buscar um advogado de imigração licenciado para avaliar o que foi feito e quais informações foram enviadas ao USCIS. Em muitos casos, é possível corrigir inconsistências antes que elas se transformem em obstáculos permanentes.
Também é importante reunir toda a documentação disponível: recibos de pagamento, cópias de formulários, comunicações por mensagem ou e-mail e qualquer registro que comprove a relação com o prestador. No estado de Nova York, é possível denunciar ao Department of Consumer and Worker Protection (DCWP). O Consulado-Geral do Brasil em Nova York também orienta cidadãos brasileiros a reportarem casos de fraude imigratória nos EUA e a verificarem as credenciais de qualquer profissional antes de contratá-lo.
Cada processo imigratório carrega um histórico único. Tempo de permanência, status anterior, entradas e saídas do país, aplicações passadas: tudo isso é cruzado e avaliado pelo USCIS. Um advogado licenciado analisa esse histórico por completo antes de definir qual é a melhor estratégia e qual formulário deve ser protocolado. Um notário não tem capacidade técnica para fazer essa análise, e é justamente nessa lacuna que a fraude imigratória nos EUA se instala.
Na Altum Law, cada caso começa com uma revisão detalhada do histórico imigratório do cliente. O objetivo é identificar riscos antes de qualquer protocolo e construir a petição com base em documentação consistente e estratégia definida. Para brasileiros em Nova York, contar com representação legal qualificada é a forma mais concreta de se proteger contra a fraude imigratória nos EUA e garantir que o processo esteja sendo conduzido dentro dos parâmetros legais.
Um notário pode preencher formulários de imigração nos EUA?
Não. Nos Estados Unidos, o “notary public” é autorizado apenas a testemunhar assinaturas. Não pode preencher formulários, orientar sobre elegibilidade ou representar imigrantes perante o USCIS. Contratar um notário para essas funções configura fraude imigratória nos EUA.
Qual é a diferença entre notário no Brasil e notary public nos EUA?
No Brasil, o notário é um profissional com formação jurídica, aprovado em concurso público, com competência para validar documentos e atos legais. Nos EUA, o notary public é uma função administrativa limitada ao reconhecimento de assinaturas, sem qualquer formação ou autoridade jurídica.
Se o notário errou no meu formulário, a culpa é dele ou minha?
Legalmente, a responsabilidade é de quem assina o formulário. O USCIS considera que tudo que está declarado na aplicação foi revisado e confirmado pelo signatário. A alegação de que um terceiro preencheu incorretamente não isenta o aplicante das consequências da fraude imigratória nos EUA.
Como denunciar fraude imigratória nos EUA em Nova York?
Em Nova York, denúncias podem ser feitas ao Department of Consumer and Worker Protection (DCWP). O Consulado-Geral do Brasil em Nova York também recebe relatos e orienta cidadãos brasileiros sobre como proceder. A Federal Trade Commission (FTC) aceita denúncias de fraude imigratória em âmbito federal.
Meu processo já foi prejudicado por um notário. Ainda tenho caminhos?
Depende do que foi feito e de quais informações foram enviadas ao USCIS. Em muitos casos, é possível corrigir inconsistências com a orientação de um advogado licenciado. O primeiro passo é uma análise completa do histórico imigratório para identificar os danos causados pela fraude imigratória e definir a estratégia de correção.
Existe diferença entre despachante e advogado de imigração nos EUA?
Sim. Apenas advogados licenciados pela Bar Association do estado ou representantes credenciados pelo Departamento de Justiça podem oferecer serviços legais de imigração nos EUA. Despachantes, consultores e notários não possuem essa autorização, e a contratação desses profissionais para atuar em processos imigratórios configura fraude imigratória nos EUA.
A melhor forma de se proteger contra a fraude imigratória nos EUA é garantir que seu processo esteja nas mãos de quem tem qualificação para conduzi-lo. Na Altum Law, cada processo começa com uma análise completa do histórico imigratório, identificando riscos e definindo a estratégia adequada antes de qualquer protocolo. Agende uma consulta e tenha segurança sobre o caminho do seu processo.